Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda, Últimos Poemas
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O divino - "qui surveille"
by paulacris às 21:10 Etiquetas: John Steinbeck, Poesia, romance A um deus desconhecido
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Livro do Amor
O mais singular livro dos livros
É o Livro do Amor;
Li-o com toda a atenção:
Poucas folhas de alegrias,
De dores cadernos inteiros.
Apartamento faz uma secção.
Reencontro! um breve capítulo,
Fragmentário. Volumes de mágoas
Alongados de comentários,
Infinitos, sem medida.
Ó Nisami! — mas no fim
Achaste o justo caminho;
O insolúvel, quem o resolve?
Os amantes que tornam a encontrar-se.
Johann Wolfgang von Goethe, in "Divã Ocidental-Oriental"
Tradução de Paulo Quintela
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Coração em gota.
(E o poema que podia ser perfeito).
[dixit Vara Luiz, Samora Correia]
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E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Chico Buarque, Gota d'água, 1975
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- Que ensinamentos extraímos da obra (que escolheste)?
- Que reflexão fazes tu, pessoalmente, acerca da diferença física e/ou intelectual? E das outras diferenças étnicas, sociais, culturais, religiosas, etc... ?
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O Coração
Que jogo jogas, comédia ou lágrima? Cor
suspensa. Prodígio doendo. Enganador
relâmpago. Donde se enreda esta coragem
que chora ao riso e ri à dor? Quatro são
as pedras mestras do teu jogo. Dois cavalos
e os reis. Melancólicos actores. Vazia, a
plateia. O tempo ferido. O peão fugitivo.
A emoção real do presságio. O aceno
cordial do outro lado do jogo. Inscrição
única do pólen, jogada que se arrasta.
Gota de tédio na lonjura das casas.
O fecho do jogo se conclui. Muda o rosto a
visão possível. Cordato, o lance destrói
a memória do que já não vejo ou sei.
Orlando Neves, in "Decomposição - o Corpo"
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É fácil dizer que o vento
tem gatos na voz
enfurecidos.
Que afaga e despenteia,
traz a chuva.
Que levanta as telhas,
exercita na noite
os nossos mais pesados
pesadelos.
É fácil ser poeta
à custa do vento.
Fingir que não sabemos
que o vento não é senão
o vazio que muda de lugar.
A.M. Pires Cabral, in Arado, ed. Cotovia
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