O que sentimos, não o que é sentido,
É o que temos. Claro, o inverno estreita.
Como à sorte o acolhamos.
Haja inverno na terra, não na mente.
E, amor a amor, ou livro a livro, amemos
Nossa lareira breve.
Ricardo Reis, 8-7-1930
[Fernando Pessoa]
in Poesia , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, 200
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No dia 4 de dezembro a escola recebeu o escritor António Mota e a propósito preparámos a leitura do Pinguim - a história de um menino desajeitado com o futebol, mas que sonhava ser especial, herói. No seu percurso e aventuras encontra um cão numa caixa de sapatos, abandonado talvez por ser diferente dos outros, por não ser amado. O Rúben colocou a questão ao escritor que adiantou ter tido um cão de que gostara muito.

«A história, carregada de afetos, tolerância e vontade de afirmação, dá-te a resposta.»
in António Mota, Pinguim. Alfragide: Gailivro, 2010.
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e começaste a cortar:
umas folhas aqui e ali
uns ramos
que não doeram…
Eu estava desprevenida
quando arrancaste a raiz.
Yvette Centeno
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É um poema de amor.
Começa num sorriso promissor
E acaba num soluço
De saudade.
Entre essas duas margens,
Um rio de silêncio.
Um rio largo, onde se espelha, baça,
A paisagem severa de uma vida,
A que faltou a graça
Dessa remota hora repetida.
Miguel Torga
Diário XIII, p. 95
Coimbra, 15 de Maio de 1979
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Enquanto se faz longo e profundo o meu sono, a intemporalidade mítica do:
Idílio
Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas:
Ou, vendo o mar, das ermas cumeadas,
Contemplamos as nuvens vespertinas
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longe, no horizonte, amontoadas:
Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão, e empalideces...
O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das cousas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.
Antero de Quental
in Antologia 366 poemas que falam de amor, Vasco Graça Moura (org.). Lisboa: Quetzal, 2003: 427
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Quero, terei -
Se não aqui,
Noutro lugar que inda não sei.
Nada perdi.
Tudo serei.
Fernando Pessoa
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