Agora que andamos à volta do texto poético no 8º ano, segue-se a abordagem ao poema de Eugénio de Andrade que aconteceu hoje - metodologia que se espera inspiradora para a preparação das apresentações dos trabalhos de grupo dos alunos, na próxima semana, e porque solicitaram divulgação aqui fica, apesar do formato no slideshare anular os efeitos especiais das entradas dos tópicos.
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No âmbito do concurso Ler nas Entrelinhas| Entre o sono e o sonho, foram enviadas as participações dos alunos do 8ºB, onde se destacou o Pedro com o primeiro prémio:
Entre o sono e o sonho
Vejo as estrelas nas paredes
Dos meus olhos, por que
Os sonhos requerem tanto de mim
Por que viajo pelo universo
Sem sair no meio dos lençóis de cetim?
Porquê vasculhar o meu passado?
Mas que pena não estar acordado
Correr sobre a terra e o céu
E andar por terras inexploradas
Explorar as florestas virgens
Abre os olhos não adormeças!
Acordar para quê?
Se podemos tudo nos sonhos
Deus diz para eu ir para ali
Mas eu não escolho o que o
Diabo destina para mim
Estou cheio de sono, quero ter outro sonho.
Pedro Jacinto, 8ºB
Entre o sono
Queremos o sonho
Desde que não seja medonho.
Gosto de sonhar
Sempre é melhor que acordar.
Ao estarmos a sonhar
Estamos a imaginar
Coisas que sempre quisemos experimentar.
Como ainda não as podes fazer
Tens de sonhar para as ter.
Rodrigo Alves, 8ºB
Há muito quem diga
que às vezes acordamos
sem ninguém que nos diga.
Sem sono, sem alma
viajo sempre nas calmas
ora acordo rabugento ou
indignado, fico sempre atordoado.
Entre marés, rios e riachos
entre o sonho e o sono
há sempre esperança por
um dia novo.
Ora estamos a ter
um sonho ou um pesadelo,
e acordamos sempre num novelo.
Eduardo André Livramento, 8ºB
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Com a participação na iniciativa "Conheço um escritor" da revista Visão Júnior nas edições de maio e junho, ficámos a conhecer melhor os escritores Valter Hugo Mãe que conhecemos e entrevistámos pessoalmente e a Margarida Fonseca Santos através do envio de questões, e assim promovendo a leitura ampliamos o conhecimento sobre outros universos, outras obras e autores... a visualização total aqui.
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Em Todo o Caso
Remancha, poeta,
Remancha e desmancha
O teu belo plano
De escrever p'la certa.
Não há "p'la certa", poeta!
Mas em todo o caso acerta
Nem que seja a um verso por ano...
Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca
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Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua
Sophia de Mello Breyner Andresen, in MAR NOVO (Guimarães Ed, 1958), OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
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A memória é um novelo
Novelo
de pequenas
artérias
rebentadas
por ali
escorre
a memória
a pulsação
que dói
quem não recorda
não vive
não desenrola
o fio
que redime
Yvette K Centeno in Entre Silêncios, Pedra Formosa Edições, 1997
Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa (1963) com uma tese sobre Robert Musil e o Homem sem Qualidades, doutorou-se em Literatura Alemã, em 1979, com uma dissertação sobre A Alquimia e o Fausto de Goethe e um trabalho complementar sobre Thomas Vaughan, Um Filósofo Hermético do Século XVII.
Poeta, ficcionista, dramaturga, ensaísta e tradutora, é desde 1986, professora catedrática na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1974.
A sua obra criativa, donde se destaca fundamentalmente a produção poética e a prosa de ficção, é de natureza lírica, subjectiva. Na linha de um experimentalismo moderado, os seus textos de ficção preferem o lado simbólico do imaginário ao lado realista, enquanto a poesia se revela como um espaço avesso à narratividade e a oportunidade de criar cumplicidade entre a elipse e a revelação simbólica do mundo.
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12º ano | Memorial do Convento, José Saramago
Hoje chegamos ao fim e assistimos a um vídeo síntese por uma especialista em Saramago, a fim de ampliares o teu conhecimento que estará sempre em construção ao longo da vida...
"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
José Saramago
O que destacas do que viste e ouviste?
Agora fica o trailler para posteriormente descobrires o documentário sobre o Nobel...
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Escrevendo à volta da viagem
by paulacris às 22:42 Etiquetas: José Saramago, Manuel António Pina, Memorial do Convento
12º ano | Memorial do Convento, José Saramago
Para além da verificação da leitura, do funcionamento da língua e de outras atividades formativas no decurso deste módulo, seguiu-se a última proposta de produção escrita, realizada ontem, em torno das perspetivas da viagem apontadas pelas citações dos autores abaixo, como pretexto para a elaboração de uma reflexão pessoal (texto expositivo):
“…a
que mais continentes da terra e do ar me levarás tu, máquina, o vento ruge-me
aos ouvidos, nunca ave alguma subiu tão alto…”
“…
então Blimunda perguntou, Aonde vamos, e o padre respondeu, Lá onde não possa
chegar o braço do Santo Ofício, se existe esse lugar.”
“O
homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará, respondeu
Bartolomeu Lourenço.”
in José Saramago (1982). Memorial do Convento. Lisboa: Caminho
“Talvez
as viagens, todas as viagens, se façam principalmente pelo lado de dentro.
Talvez, quem sabe o viajante, procurando um mundo, caminhe sempre de regresso a
casa.
Porque
tudo o que o viajante deixou atrás de si o segue. A casa é a sombra do viajante.”
in Manuel António Pina (2010), Por outras palavras & mais crónicas de jornal. Lisboa: Modo de
Ler.
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| Passarola in Fundação José Saramago
"O fim duma viagem
é apenas o começo
doutra.
É preciso recomeçar
a viagem.
Sempre"
José Saramago
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