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| Passarola in Fundação José Saramago
"O fim duma viagem
é apenas o começo
doutra.
É preciso recomeçar
a viagem.
Sempre"
José Saramago
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Escrevendo à volta da viagem
by paulacris às 22:42 Etiquetas: José Saramago, Manuel António Pina, Memorial do Convento
12º ano | Memorial do Convento, José Saramago
Para além da verificação da leitura, do funcionamento da língua e de outras atividades formativas no decurso deste módulo, seguiu-se a última proposta de produção escrita, realizada ontem, em torno das perspetivas da viagem apontadas pelas citações dos autores abaixo, como pretexto para a elaboração de uma reflexão pessoal (texto expositivo):
“…a
que mais continentes da terra e do ar me levarás tu, máquina, o vento ruge-me
aos ouvidos, nunca ave alguma subiu tão alto…”
“…
então Blimunda perguntou, Aonde vamos, e o padre respondeu, Lá onde não possa
chegar o braço do Santo Ofício, se existe esse lugar.”
“O
homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre, um dia voará, respondeu
Bartolomeu Lourenço.”
in José Saramago (1982). Memorial do Convento. Lisboa: Caminho
“Talvez
as viagens, todas as viagens, se façam principalmente pelo lado de dentro.
Talvez, quem sabe o viajante, procurando um mundo, caminhe sempre de regresso a
casa.
Porque
tudo o que o viajante deixou atrás de si o segue. A casa é a sombra do viajante.”
in Manuel António Pina (2010), Por outras palavras & mais crónicas de jornal. Lisboa: Modo de
Ler.
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III Contrato de leitura 8ºano
by paulacris às 22:00 Etiquetas: Almada Negreiros, Contrato de leitura, Teatro Antes de Começar
No decurso deste 3º período letivo e devido a algumas dificuldades na seleção dos livros, e na sequência da leitura em aula de excertos de Antes de começar de Almada Negreiros e que despertaram muito interesse e curiosidade, segue o belíssimo texto dramático completo para leitura recreativa e preenchimento da ficha de leitura, de que transcrevemos o excerto final:
"A BONECA - Ah!... é assim, juro! É exactamente assim que bate o coração!
O BONECO - Acredita no coração! Ele sabe de cor o que quer!... Não foi necessário ao coração ir aprender o que queria... A nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração!
A BONECA - É assim que bate o coração...
O BONECO - O coração nunca está só... O nosso coração é nosso, ele não pode viver sem aquele a quem pertence... ele espera por nós!
A BONECA - Às vezes, a cabeça quer ser mais do que o coração... e fica de costas viradas p'ro coração!
O BONECO - A cabeça não deve ser senão o que o coração quiser! Nunca é o coração que nos falta, somos nós que faltamos ao coração!
A BONECA - Ah!... é assim, juro, é assim que bate o coração!...
O BONECO - Só não entende o coração quem não sabe escutá-lo... ele está sempre a contar aquela hora por que se espera... aquela hora que existe p'ralém da sabedoria... e que tem a forma simplicíssima dum coração natural!..."
"A BONECA - Ah!... é assim, juro! É exactamente assim que bate o coração!
O BONECO - Acredita no coração! Ele sabe de cor o que quer!... Não foi necessário ao coração ir aprender o que queria... A nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração!
A BONECA - É assim que bate o coração...
O BONECO - O coração nunca está só... O nosso coração é nosso, ele não pode viver sem aquele a quem pertence... ele espera por nós!
A BONECA - Às vezes, a cabeça quer ser mais do que o coração... e fica de costas viradas p'ro coração!
O BONECO - A cabeça não deve ser senão o que o coração quiser! Nunca é o coração que nos falta, somos nós que faltamos ao coração!
A BONECA - Ah!... é assim, juro, é assim que bate o coração!...
O BONECO - Só não entende o coração quem não sabe escutá-lo... ele está sempre a contar aquela hora por que se espera... aquela hora que existe p'ralém da sabedoria... e que tem a forma simplicíssima dum coração natural!..."
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IV Contrato de leitura 10º ano
by paulacris às 20:28 Etiquetas: Artigo Crítico Cinematográfico, Contrato de leitura, e-Book
10º ano | Módulo 4
O programa de Português para o módulo em estudo estipula a leitura de contos ou novelas do séc.XX, paralelamente da literatura portuguesa ou expressão portuguesa, bem como da literatura universal.
Lê passagens das sugestões abaixo e depois opta por uma das 4 propostas para o contrato de leitura:
2. Literatura Estrangeira de Expressão Portuguesa:
Literatura brasileira - Clarice Lispector - ouve e acompanha o conto "Felicidade Clandestina" em audio e texto.
Literatura moçambicana - quatro contos integrais de Mia Couto: vê o vídeo para conheceres o escritor, aqui.
3. Vê o filme Bem-vindo e elabora uma ficha de leitura crítica de filmes, onde abordes os seguintes aspetos:
I Ficha técnica do filme
II Análise do cartaz publicitário do filme (da capa do DVD):
- Descrição objectiva do cartaz
- Simbologia dos elementos constitutivos
- O que contribui para despertar o teu interesse pelo filme
III Breve sinopse do filme e abordagem das temáticas retratadas
IV Apresentação e caracterização das personagens principais
V Elaboração de um texto: artigo de apreciação crítica
4. Produção de um audioconto: escolhe um conto e faz a gravação da leitura do conto em ficheiro Wavw ou mp3. - depois grava também a tua análise crítica seguindo os itens da ficha de leitura.
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Contrato de leitura 12º ano
by paulacris às 22:36 Etiquetas: Antologia do conto português, Contos Russos, Contrato de leitura, e-Book12º ano | Módulo 12
Agora podes ler uma narrativa breve selecionando um conto de entre trinta autores representativos da literatura portuguesa contemporânea e assim aumentarás a tua cultura geral: Antologia do Conto Português Contemporâneo.
Mas também poderás ficar a conhecer autores da literatura universal, acedendo aos Contos Russos ou no e-book abaixo, onde encontras nomes sonantes como Fiodor Dostoiévski, Leon Tolstói ou Anton Tchekov, entre muitos outros:
Para uma boa escolha deves ler alguns parágrafos das propostas apresentadas, de modo a sentires o prazer da leitura na identificação com a narrativa escolhida.
Depois preenche a habitual ficha de leitura.
Depois preenche a habitual ficha de leitura.
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| José Silva, Mãe |
Palavras para a Minha Mãe
(...)
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
(...)
José Luís Peixoto, in A Casa, a Escuridão
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12º ano Português
Módulo 12 | Memorial do Convento, José Saramago
Completar o abecedário do texto narrativo em estudo - Memorial do Convento (1982) de José Saramago - mobiliza conhecimentos sobre a obra.
Módulo 12 | Memorial do Convento, José Saramago
Completar o abecedário do texto narrativo em estudo - Memorial do Convento (1982) de José Saramago - mobiliza conhecimentos sobre a obra.
Assim, preenche com nomes de personagens, ambientes, espaços, autores dos textos parodiados, cenas, enredos, objetos e tudo o mais que se relacione com a obra em estudo...
Os vossos contributos nos comentários serão adicionados aqui:
Áustria (país de D. Maria Ana Josefa, rainha)
Blimunda (Sete-luas);
Baltasar (Sete-sóis)
Bartolomeu (padre que queria voar e morreu doido)
Baltasar (Sete-sóis)
Bartolomeu (padre que queria voar e morreu doido)
Convento de Mafra (O rei prometeu construir um convento na vila de Mafra para os franciscanos caso a sua mulher engravidasse)
Domenico Scarlatti (compositor)
E
Frade Franciscano (diz ao rei que se ele prometer construir um convento em Mafra, Deus lhe dará o desejado filho)
G
Holanda, (partida do padre Lourenço para esse país e partida também do casal para Mafra).
I
José Saramago (autor do romance)
João Elvas (um antigo soldado, um vadio e amigo de Baltasar).
João Elvas (um antigo soldado, um vadio e amigo de Baltasar).
K
Lisboa (descrevem-se vários espaços dos quais se destacam o Terreiro do Paço, o Rossio e S. Sebastião da Pedreira).
Mafra (segundo macroespaço. Até à construção do convento, a vida de Mafra decorria na vila velha e no antigo castelo, próximo da igreja de Sto. André).
Maria Bárbara (filha de D. João V e de D. Maria Ana Josefa)
Maria Bárbara (filha de D. João V e de D. Maria Ana Josefa)
N
O
Passarola (máquina voadora = sonho)
Q
R
Sebastiana Maria de Jesus (mãe de Blimunda. É considerada uma bruxa).
T
Ubaldo (herói anónimo)
Vontades ("combustível" usado para pôr a passarola a voar)
X
Y
Zacarias (herói anónimo)
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Canção à Ausente
Para te amar ensaiei os meus lábios...
Deixei de pronunciar palavras duras.
Para te amar ensaiei os meus lábios!
Para tocar-te ensaiei os meus dedos...
Banhei-os na água límpida das fontes.
Para tocar-te ensaiei os meus dedos!
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
E a vida foi passando, foi passando...
E, à força de esperar a tua vinda,
De cada braço fiz mudo cipreste.
A vida foi passando, foi passando...
E nunca mais vieste!
Pedro Homem de Mello, in Segredo
Poeta da geração Presença [6-9-1904, Porto - 5-3-1984, Porto] formado em Direito pela Universidade de Coimbra, professor de Português e de Literatura Portuguesa no ensino técnico.
Autor de uma extensa obra (cerca de 25 volumes de poesia), cujas temáticas se inscrevem em duas linhas - a paisagem humana e natural desde o norte minhoto ao centro litoral e a da densidade conflituosa das paixões à qual se prende uma manifestação líria quase confessional.
Foi distinguido com o Prémio Antero de Quental (1940) e o Prémio Nacional de Poesia (1973). A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Escolhidas (1983). Como estudioso do folclore nacional, escreveu A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Danças de Portugal (s/d).
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Na última 4ªfeira, 18/4/2012 e no âmbito do concurso “Conheço um escritor” promovido pela Visão Júnior foi possível conhecer e entrevistar Valter Hugo Mãe que, entre muitas outras informações interessantes decorrente das questões colocadas pela Ana Baptista do 8ºano e pelo pequeno Rui amigo pessoal do escritor, bem como de outros alunos do país, que enviaram as suas questões, nos deu a conhecer mais de si:Escolhera o café Páteo em Vila do Conde para a entrevista, porque apesar de gostar do planeamento isolado e calmo em casa, gosta do ambiente e até do ruído para a criação. Lá escreve páginas e páginas no seu telemóvel… O Páteo também, porque diz que “é como se fosse o pátio das nossas casas onde não precisamos de nos vestir melhor nem de nos pentearmos, pois é como ir ao quintal das nossas casas”.Apesar da formação em direito (exercera dois anos, mas não conseguia salvar o mundo e por isso abdicara) começou o 1º livro aos 11 anos e depois deitou tudo fora, porque achou que aquilo não valia nada. A vida não é como a imaginara, pois ter uma padaria seria uma simples ambição, …teria gostado de ter sempre o que dar às galinhas... :-)Está a escrever um novo romance que tem por tema central uma menina de 12 anos, islandesa que vive no frio das montanhas… Também escreve um livro infanto-juvenil “inspirado no seu sobrinho de 5 anos que diz coisas esquisitas e engraçadas” e a quem faz perguntas para obter a visão do mundo das crianças. O seu sobrinho afirma que as pessoas são coloridas :-) , o que o espanta de verdade.Sobre a inspiração, esta surge de tudo o que vê, não no que as pessoas contam, mas no que imagina que sejam as suas histórias pessoais, inventando assim as suas vidas nos seus romances. Quando a Ana lhe perguntou se pensa que existem muitos homens calados, a propósito da obra “A história de um homem calado”, considera que sim, infelizmente, pois existe muito preconceito e este facto entristece-o – o de termos medo das pessoas diferentes.Dos seus escritores favoritos a Ana também o questionou e disse-nos que gosta particularmente de um poeta de leitura difícil, avesso a autógrafos e entrevistas – Herberto Hélder. Mas também gosta de Fernando Pessoa, Vergílio Ferreira, Saramago e António Lobo Antunes. Falou-nos ainda de um escritor pouco conhecido, mas que na sua opinião virá a ser notável – Afonso Cruz que escreveu “O pintor debaixo do lava-loiças”… ficámos curiosos. Mas o seu livro de sempre é “Metamorfose” de Kafka, a história do homem que se vê transformado em mosquito e cuja preocupação principal era o tormento de como ir para o trabalho, como vestir-se, pôr-se de pé, como continuar com a sua vida…Sobre futuras publicações: este ano sairá um livro que reunirá o conjunto de textos dispersos publicados em jornais e outros meios e ainda um livro para o qual não tem ainda título, facto que o aflige mesmo durante a noite, pois gosta de ter sempre um título para o que escreve… O livro que sairá em setembro estará mais próximo da autobiografia, onde falará mais sobre quem é, o que faz… Da música, estão a gravar para um novo álbum, no próximo ano. Sobre o que anda a ler… no fim do mês vai para o Brasil e por isso atualiza-se nessa área lendo “Zero” de Inácio de Loyola Brandão e o jornalista e escritor Cadão Volpato, escritores com quem vai conversar…A crítica que mais o marcou até agora foi a de Saramago de que transcrevemos o excerto da contracapa do romance “O remorso de Baltasar Serapião”. Segundo Valter Hugo Mãe, este facto fez com que muita gente o conhecesse e lesse, dizendo acerca dos hábitos de leitura que “quem não lê é mais pobre”:
“Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas no da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça. Este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura. Por vezes, tive a sensação de assistir a um novo parto da língua portuguesa.”
José Saramago in “O remorso de Baltasar Serapião”
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