Foi no dia oito que assistimos à representação do texto dramático de Alice Vieira num encontro que promoveu a interação e socialização de alunos com necessidades educativas especiais com os pares da escola, ponto de partida para descobrir, falar, escrever e recontar a biobliografia da autora, nos dias seguintes.
Travessias que nos levam e trazem valores, afetos e lições de vida numa história da tradição popular:
«REI: Mas Amarilis disse que me quer mais do que ao Sol, Hortênsia disse que me quer mais do que ao ar... e vós? Qual é a medida do vosso amor por mim?
VIOLETA: Não sei, senhor. O que não tem fim não se pode medir. É difícil encontrar medida para o amor.
REI (zangado): Elas encontraram! Tereis de a encontrar também!
VIOLETA: Preciso muito de vós, senhor!
REI (zangado): Não chega!
VIOLETA: Preciso de vós como...
REI:... como?
VIOLETA:... como... como a comida precisa do sal.
(Vozes de espanto)
REI (muito zangado): Estais a querer dizer que me quereis...
VIOLETA: Como a comida quer ao sal.»
Alice Vieira, Leandro o Rei da Helíria
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| Aqueduto das Águas Livres, Lisboa |