«Não só os sentimentos criam palavras, também as palavras criam sentimentos. As palavras formam uma arquitectura de ferro. São a vida quase toda a nossa vida - a razão e a essência desta barafunda. É com palavras que construímos o mundo. É com palavras que os mortos se nos dirigem. É com palavras, que são apenas sons, que tudo edificamos na vida. Mas agora que os valores mudaram, de que nos servem estas palavras? É preciso criar outras, empregar outras, obscuras, terríveis, em carne viva, que traduzem cóleras, o instinto e o espanto.»
Raul Brandão, Húmus, “1 de Maio de 1916”
[Porto, 1867 - 1930, Lisboa]
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Poema por lapidar
Na falta de magia
na vida suspensa
paira o malabarista
na corda bamba
baloiça para cá e para lá
aborrece-o a queda livre
entontece-o a falta de ousadia
segura-se porque prefere
a estabilidade do fio
ao voo repentino.
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