Contemplo em vão

Contemplo o que não vejo

Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro,
E quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.

Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.

Tudo é do outro lado,
No que há e no que penso.
Nem há ramo agitado
Que o céu não seja imenso.

Confunde-se o que existe
Com o que durmo e sou
Não sinto, não sou triste,
Mas triste é o que estou.

Fernando Pessoa, Poesias

Corações especiais

Sexta feira culminaram as produções dos corações com poemas criados pelos alunos especiais, e outros também fruto da aprendizagem feita em torno da pesquisa por temas ou por autor na base de dados do Citador.
Esta atividade permitiu explorar e conhecer bases de dados de citações e poemas temáticos desconhecidos pelos alunos e ler autores portugueses e estrangeiros e apreciar poesia emitindo juízos de valor e apreciações críticas aprofundando a linguagem expressiva oral, bem como mover inspiração e criatividade para a escrita de versos simples alusivos à quadra de S. Valentim, com a atividade "...Especialmente de mim para ti..."