Da amizade

Hoje, Dia Internacional da Amizade - suposta iniciativa do argentino Enrique Ernesto Febbraro que a 20 de Julho de 1969 terá lançado a comemoração do dia dos amigos para homenagear o grande feito científico da chegada do Homem à Lua naquele dia memorável no estreitamento dos laços.

E os afectos como a amizade são evidências do dia a dia e uma aprendizagem contínua.


AMIZADE


De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro.
Ouvir-te murmurar: - "Espera e confia!"
E sentir converter-se em harmonia,
O que era, dantes, confusão e assombro.


Carlos Queirós, in 366 poemas que falam de amor, pág.160, Antologia Organizada por Vasco Graça Moura, Quetzal, 2003

Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte [Lisboa, 1907-Paris, 1949]. Frequentou Direito em Coimbra, colaborou em várias revistas como a Presença e a Contemporânea com poesias e artigos de crítica literária. Assíduo colaborador da Revista Presença, estabelece um elo de ligação entre o primeiro modernismo da geração Orpheu e o segundo modernismo da Presença com figuras como Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Em 1935 recebe o prémio Antero de Quental do Secretariado de Propaganda Nacional com a obra DesaparecidoConsiderado um discípulo directo de Fernando Pessoa, a sua poesia caracteriza-se pela perfeição formal, pelo equilíbrio e sobriedade e pela sugestão musical. Os seus poemas denunciam alguma herança romântica e uma certa aproximação ao simbolismo.
Foi através de Carlos Queirós que Fernando Pessoa conhecera a sua amada Ofélia. Fica uma das cartas que  Carlos Queirós escrevera a quem designara "o mais intelectual dos poetas portugueses", num estilo admirável.

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