A poesia brinca com as formas

Vamos ler poesia visual e experimental... e inspirar-nos para criações inesperadas, surrealistas quem sabe...

Antero de Alda - poema do guarda chuva aberto, 1981
















Em aberto, em suspenso
Fica tudo o que digo.
E também o que faço é reticente… 



:
Introduzimos, por vezes,
Frases nada agradáveis…

.
Depois de mim maiúscula
Ou espaço em branco
Contra o qual defendo os textos

,
Quando estou mal disposta
(E estou-o muitas vezes…)
Mudo o sentido às frases,
Complico tudo…

!
Não abuses de mim!

?
Serás capaz de responder a tudo o que pergunto?

( )
Quem nos dera bem juntos
Sem grandes apartes metidos entre nós!

^
Dou guarida e afecto
A vogal que procure um tecto.

Alexandre O’ Neill

Tonturas de Ernest M. de Melo e Castro



Pêndulo de Ernest M. de Melo e Castro






























H
Não quero nada
não peço nada.
Nem água
nem pão
nem vinho
Nada.
Só queria outro degrauzinho
Para ser uma escada.


Mário Castrim, Estas são as letras



Desenha com palavras, brinca com as formas... as linhas rígidas de um texto se curvam, se contorcem e ganham forma de poesia concreta, visual... experimenta...

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