Hoje, Língua Portuguesa - 7ºD - 100 lições, 100 dígitos.
O amor na História da Literatura
by paulacris às 21:45 Etiquetas: Amor na Literatura, Conto Cavaleiro da Dinamarca, Intertextualidade, Literatura Brasileira- Sansão e Dalila;
- Píramo e Tisbe;
- Tristão e Isolda;
- Pedro e Inês;
- Romeu e Julieta
a) apresenta um desenlace diferente para a micro-narrativa "Vanina e Guidobaldo";
b) redige a carta que Vanina escreveria ao seu tutor, mais tarde...
c) escreve a carta de amor que um pretendente saudosista de Vanina lhe envia (depois envia a resposta da donzela também), inspirando-te numa das 34 cartas, desde Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Beethoven, Byron, Bocage, Garrett, Balzac, entre muitos outros:
Cartas de Amor de Grandes Homens, org. Ursula Doyle, Bertrand Editora, 2008
Cartas de Amor de Grandes Mulheres, org. Ursula Doyle, Bertrand Editora, 2010
“Jason” – Lívia Garcia-Roza
“Emanuel” – Lygia Fagundes Telles
“O homem que voltou ao frio” – Cíntia Moscovich
“Histórias de gente e anjos” – Lya Luft
“Onde os oceanos se encontram” – Marina Colasanti
“Conto de verão nº 2: Bandeira branca” – Luis Fernando Veríssimo
“Tílburi de praça” – Raul Pompéia
“História de amor em cartas” – Carlos Drummond de Andrade
“Uns braços” – Machado de Assis
“A parada da ilusão” – João do Rio
“Anotações sobre um amor urbano” – Caio Fernando Abreu
“O amor acaba” – Paulo Mendes Campos
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Nome de destaque na poesia portuguesa contemporânea (Rio Maior, 1933 - Lisboa, 1978), ensaísta e crítico literário, deixou uma obra que reflecte um fundo filosófico na abordagem de múltiplos temas como expressão da sua relação com o tempo e a linguagem que o procura exorcizar.
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Poemas que nos beijam
by paulacris às 19:12 Etiquetas: Alexandre O'Neill, Beijo, Efeméride, Florbela Espanca, Poesia4ªfeira, 13 de Abril, consta que foi Dia Internacional do Beijo, embora o (Inter)National Kissing Day se celebre a 6 de Julho no Reino Unido.
Uma selecção, a propósito...
O Beijo
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Há Palavras que Nos Beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in No Reino da Dinamarca
Horas Rubras
Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos rubros e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...
Oiço olaias em flor às gargalhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
Florbela Espanca, in Livro de Soror Saudade
Autora polifacetada (Vila Viçosa, 8-12-1894 - Matosinhos, 8-12-1930), cuja curta vida foi preenchida de inquietação e sofrimento traduzidos em poemas sublimes, cultivados no seu género preferido - o soneto, onde cabem também a solidão, a saudade, a sedução, o desejo e a morte. Uma das mais notáveis poetas líricas que expõe a intensidade do emotivo erotismo feminino, deambulando pelo egocentrismo sedento de glória, exacerbando em simultâneo a expressão do amor, da amizade e das afeições, tão recorrentes na obra florbeliana.
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Dante, perdido numa selva escura, erra nela toda a noite. Saindo ao amanhecer, começa a subir por uma colina, quando lhe atravessam a passagem uma pantera, um leão e uma loba, que o repelem para a selva. Aparece-lhe então a imagem de Virgílio, que o reanima e se oferece a tirá-lo de lá, fazendo-o passar pelo Inferno e pelo Purgatório. Beatriz, depois, o guiará ao Paraíso. Dante o segue. (Divina Comédia, Inferno, Canto I)
Saindo do Inferno, Dante respira novamente o ar puro e vê fulgentíssimas estrelas. Encontra-se na ilha do Purgatório.O guardião da ilha, Catão Uticense, pergunta aos dois Poetas qual é o motivo da sua jornada. Ele os instrui, depois, relativamente ao que devem fazer, antes de iniciar a subida do monte. (Divina Comédia, Purgatório, Canto I)
Invocando Apolo, o Poeta conta como do Paraíso Terrestre ele e Beatriz se alçaram ao Céu, atravessando a esfera do fogo. Beatriz explica-lhe como possa vencer o próprio peso e subir. É atraído pelo invencível amor. Seguindo as teorias de Ptolomeu, Dante põe a terra imóvel no centro do Universo e, em redor dela, em órbitas concêntricas, os céus da Lua, de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter, de Saturno, a oitava esfera, que é a das estrelas fixas, a nona, ou primeiro móvel, e finalmente o Empíreo, que é imóvel. Transportado pela força que faz rodar os céus e pela luz sempre crescente de Beatriz, Dante eleva-se de um céu para outro, e em cada um deles aparecem-lhe os espíritos bem-aventurados que, quando vivos, possuíram a virtude própria do respectivo planeta. (Divina Comédia, Paraíso, Canto I)
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