Feliz Ano Novo!


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Votos natalícios


 CLIQUE AQUI E DESEJE UM FELIZ NATAL PARA SEUS AMIGOS.

Chove. É dia de Natal. 
Lá para o Norte é melhor: 
Há a neve que faz mal 
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente 
Porque é dia de o ficar. 
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse 
O Natal da convenção, 
Quando o corpo me arrefece 
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra 
E o Natal a quem o fez, 
Pois se vai mais uma quadra 
Sinto mais Natal nos pés.

Não quero ser dos ingratos 
Mas, com este obscuro céu, 
Puseram-me nos sapatos 
Só o que a chuva me deu.

Fernando Pessoa (25-12-1930)


NATAL
Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.

Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.

Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.

Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.

Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era Dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.

Manuel Alegre



Natal de quem?



Mulheres atarefadas 
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver 
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio, 
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!


João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996

Da árvore

A origem da árvore de Natal parece ser de origem pagã associando-se ao solstício de Inverno em que os povos pagãos do báltico cortavam pinheiros que traziam para enfeitar em casa. Na era moderna, a árvore de Natal terá origens germânicas (séc. XVI-XVIII), remontando esta tradição a Martinho Lutero, autor da reforma protestante, que após um passeio pela floresta num inverno, se impressionara com a visão de uma bela árvore sob um céu estrelado. Depressa querendo transpor essa bela imagem, construiu a árvore para a família e assim se propagou esta tradição pela Alemanha e demais países europeus, no séc. XIX. Depois dos países nórdicos e anglo-saxónicos, difundiu-se também pelos Estados Unidos  e chegou à América Latina no séc. XX. Gradualmente, a tradição do presépio católico português aliou-se também à árvore pagã decorada.
Exemplos de coníferas (plantas gimnospérmicas da divisão Coniferophyta ou Pinophyta), e o seu género Pinus são os pinheiros da europa, os abetos, os chamaciparis, as sequóias, os cedros, os ciprestes, as araucárias (pinheiros-do-paraná), entre outros... Um espécime de pinheiro da espécie Picea abies (a espécie que mais se usa como árvore de Natal), encontrado no Parque Natural Fulufjället, Dalarna (Suécia), passou a ser considerado a planta mais antiga de todo o planeta, com mais 9500 anos de idade, segundo The World's oldest tree discovered in Sweeden.
E por que falar de árvores? Porque é Natal e não só. Porque daqui a uns tempos, a propósito do conto o cavaleiro da dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen, veremos que a personagem principal perdida na densa floresta da dinamarca, habilmente descrita,... reencontra finalmente o caminho da sua viagem, também interior... e aí retomaremos as árvores e muito mais... 
Fiquemos com estas, o pinheiro verde, resistente ao tempo, de folha persistente e símbolo da sorte que os romanos já ofereciam no seu tempo com esse intuito... 


Pausa poética




Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa


Na tal



Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde

Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale

Na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual

Na tal de que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal

David Mourão-Ferreira

Concurso Postais de Natal

Nos tempos modernos em que escrever uma carta ou postal parece estar a ficar fora de moda ou a tornar-se um hábito incomum, dadas as novas tecnologias mais instantâneas e rápidas que nos impelem ao e-mail, também é necessário promover a escrita de votos natalícios entre as crianças e adolescentes para quem o acto simples de desejar bom Natal e feliz ano novo constitui uma fonte de dúvidas "... o que se escreve num postal?" ou "o que são votos de boas festas?" expressam o total desconhecimento, em alguns casos, da escrita e envio deste tipo de missiva. Ensaiados em português, francês e inglês, ficam as imagens do resultado final, cuja exposição está patente na BE/CRE para eleição do melhor trabalho.



E o resultado final... foi a eleição dos seguintes vencedores:

Cristiano Luís, 7ºA














Diogo Santos, 7ºB

























Rafaela Santos, 7ºD


Rede social de ensino

A partir do Twiducate podemos agora interagir de forma complementar ao ensino formal de sala de aula. A partir do acesso dado aos membros, esta forma de micro-blogging permite como refere o site oficial:

  • Share inspiration, ideas, readings, thoughts
  • Post discussions, deadlines, homework
  • Embed pictures, links and video
  • Keep parents informed
  • Collaborate on work by providing feedback
  • Connect with students outside the classroom in a secure manner!
Outros objectivos como os de estimular a escrita e a leitura estão subjacentes a um contínuo aperfeiçoamento da interacção discursiva através desta metodologia.
A par do aprofundamento da literacia digital pela exploração adequada deste tipo de redes educativas, pretende-se potenciar o conhecimento e as competências dos alunos. 


Criada a nossa classroom... pergunta, responde, realiza, interage, comenta, colabora, conecta-te, inspira-te e aprende. Acede aqui: http://www.twiducate.com/login.php

Relações de hierarquia entre palavras

Semântica lexical: significação e relações semânticas entre palavras > relações de hierarquia > hiperonímia e hiponímia

Para pôr em prática os conceitos apreendidos, testa o uso de hiperónimos e hipónimos nos exercícios seguintes:

Exercício 1:
Descreve uma ida ao jardim zoológico onde abundem subtipos/hipónimos das espécies observadas/ hiperónimos. 


Exercício 2:
Descreve os jardins interior e exterior da casa. Explicita devidamente os hiperónimos e os hipónimos referentes à flora. 

Exercício 3:
Das virtudes humanas, quais as que aprecias mais? Refere, assim, os hipónimos.

Em qualquer dos exercícios propostos segue os passos da oficina da escrita:
1. Planificação: realiza um esquema de hiperónimos e hipónimos;
2. Textualização: redige categorizando;
3. Revisão: reorganiza, reestrutura e reescreve.